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Amazônia: Literatura e Cultura - 16, 17 e 18 de maio
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sexta-feira, 13 de abril de 2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
Minicursos
Já está disponível a ementa do minicurso Memória de Oralidade na Amazônia: http://poeticasdoimaginario.blogspot.com/2012/01/minicurso-memoria-e-oralidade-na.html
Para download da ementa:
http://www.4shared.com/file/zDS_qZ-J/Josebel.html
Para download da ementa:
http://www.4shared.com/file/zDS_qZ-J/Josebel.html
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Minicursos
Já estão disponíveis as ementas dos minicursos do III Colóquio Poéticas do Imaginário. Basta clicar em um dos links abaixo para ter acesso à ementa do minicurso em questão.
Ressaltamos que na ficha de inscrição deve-se informar a escolha do minicurso e pedimos que atentem para as ementas que solicitam leitura prévia.
Minicurso A: Registro e análise de narrativas Orais: problemas e método
Minicurso B: Memória e oralidade na Amazônia
Minicurso C: O Acre "rur-bano" no século XX: poderes, imaginários e discursos
Minicurso D: Memória intercultural no Relato de um certo oriente
Minicurso E: Haikai: de Matsuo Bashou a Luiz Bacellar
Minicurso F: Fractais do ser na lírica de Astrid Cabral
Minicurso G: Fronteras móviles e inestables en La vorágine de José Eustasio Rivera: notas acerca de la problemática de los géneros literários (leitura prévia)
Minicurso H: Ecos de Os Lusíadas na Amazônia: Muhuraida, de Henrique João Wilkens
Minicurso I: Leitura e comentário de Chove nos campos de Cachoeira, de Dalcídio Jurandir (leitura prévia)
Minicurso J: Panorama da Literatura Amazônica para a formação de um pensamento crítico
Ressaltamos que na ficha de inscrição deve-se informar a escolha do minicurso e pedimos que atentem para as ementas que solicitam leitura prévia.
Minicurso A: Registro e análise de narrativas Orais: problemas e método
Minicurso B: Memória e oralidade na Amazônia
Minicurso C: O Acre "rur-bano" no século XX: poderes, imaginários e discursos
Minicurso D: Memória intercultural no Relato de um certo oriente
Minicurso E: Haikai: de Matsuo Bashou a Luiz Bacellar
Minicurso F: Fractais do ser na lírica de Astrid Cabral
Minicurso G: Fronteras móviles e inestables en La vorágine de José Eustasio Rivera: notas acerca de la problemática de los géneros literários (leitura prévia)
Minicurso H: Ecos de Os Lusíadas na Amazônia: Muhuraida, de Henrique João Wilkens
Minicurso I: Leitura e comentário de Chove nos campos de Cachoeira, de Dalcídio Jurandir (leitura prévia)
Minicurso J: Panorama da Literatura Amazônica para a formação de um pensamento crítico
Minicurso: Panorama da Literatura Amazônica para a formação de um pensamento crítico.
Prof. Dr. Yurgel Pantoja
(Universidade Federal do Amapá)
Ementa: Qual representação se quer da Amazônia no contexto atual da construção de um pensamento crítico na região? A rigor, o nome “Amazônia” constitui-se recentemente, pois a designação desse imenso e riquíssimo território data de um discurso colonial que passou a formular as Capitanias do Maranhão e Grão-Pará (1621), Grão-Pará e Maranhão (1751) e Grão-Pará e Rio Negro (1772). Tais designações para aquilo que seria depois tida e havida como “Amazônia” ainda percorria o período republicano quando, à época do Regime Militar (1964-1984), a Amazônia passa então a ser reconhecida como esta região que absorve várias representações em diversos campos do conhecimento. No percurso literário amazônico, há vários exemplos de narrativas que se movem num espaço onde são encenadas lutas ferrenhas entre a barbárie concreta de uma geografia desconhecida e o homem moderno e civilizador. Nesse contexto, chamam a atenção algumas obras basilares na formação do conceito de espaço sobre a região, desde os primeiros cronistas, como o Frei Carvajal (séc. XVI) até os romances de Dalcídio Jurandir (séc. XX) e Milton Hatoum (sécs. XX-XXI), passando por obras emblemáticas, como o poema épico Muhuraida (H. J. Wilkens, séc. XVIII) e a prosa de Inglês de Souza (séc. XIX). Assim, a proposta deste minicurso é, ao apresentar um panorama da literatura de expressão amazônica, aplicar uma lógica de cunho crítico a essa produção a partir de alguns modelos de desenvolvimento que se impuseram sobre o espaço amazônico, tanto do ponto de vista estético-literário quanto do político-econônimo.
(Minicurso J)
Minicurso: Leitura e comentário de Chove nos campos de Cachoeira, de Dalcídio Jurandir.
Prof. Dr. Willi Bolle
(Universidade de São Paulo)
Ementa: O romance Chove nos Campos de Cachoeira (1941), de Dalcídio Jurandir (1909-1979), é o livro inicial do conjunto de dez romances, que o escritor paraense denominou “Ciclo do Extremo Norte” (1941-1978) e com o qual realizou o seu projeto de criar um amplo retrato dos habitantes da Amazônia, focalizando a década de 1920 a 1930 a partir de cenários localizados na ilha de Marajó, em Belém e no Baixo Amazonas. A metade dos romances passa-se na periferia de Belém, que é o lugar de moradia dos migrantes que ali se instalaram a partir do fim do Ciclo da Borracha. O objetivo do minicurso é proporcionar uma introdução ao ciclo romanesco inteiro a partir dos principais elementos constitutivos do romance fundador: o protagonista (um ou dois) como personagem central, figura de sondagem e de mediação; a família e seus problemas; escola, formação e aprendizagem; tipos sociais, classes sociais e relações de poder; aspectos econômicos e políticos, inclusive projetos pseudo-sociais; o contexto histórico; costumes, tradições, rituais e festas; componentes eróticos; o imaginário, sonhos e imagens de desejo; as falas dos personagens e o projeto dalcidiano de um dictio-narium dos habitantes da Amazônia.
Obs.: O texto básico deste curso e a desejada leitura prévia é a recente edição definitiva de Chove nos campos de Cachoeira, organizada por Rosa Assis, Rio de Janeiro: 7Letras, 2011, 261 p.
(Minicurso I)
Minicurso: Ecos de Os Lusíadas na Amazônia: Muhuraida, de Henrique João Wilkens.
Profa. Ms. Verônica Prudente
(Universidade do Estado do Amazonas)
Ementa: Partindo da análise do texto fundador da poesia amazonense, a Muhuraida ou o triumfo da fé na bem fundada esperança da enteira conversão, e reconciliação da grande, e feróz nação do gentio Muhúra (1785), que, inspirada n’Os Lusíadas, de Luís de Camões, canta a empreitada colonizadora no norte do Brasil e a conversão da nação Mura, este minicurso pretende analisar as semelhanças do texto de Wilkens com o de Camões, e abordar a questão colonizado x colonizador, centrando a discussão nas ideias de Walter Benjamin a respeito de uma outra versão da História ― “a história vista de baixo”. Da mesma forma, pretendemos abordar outras narrativas amazônicas nas quais a nação Mura se faz presente, a saber: no romance Os Selvagens, de Francisco Gomes de Amorim e no conto “A decana Mura”, de Alberto Rangel.
(Minicurso H)
Minicurso: Fronteras móviles e inestables en La vorágine de José Eustasio Rivera: notas acerca de la problemática de los géneros literarios
Prof. Dr. Roberto Ferro
(Universidad de Buenos Aires)
Ementa: En La vorágine se traman un conjunto de registros narrativos que exhiben marcas que se corresponden con una gran diversidad de géneros discursivos y literarios: testimonio, denuncia, autobiografía, diario de viaje, fragmentos epistolares, entre otros; la tensión entre discursos y contextos abre esa diversidad a intercambios y contaminaciones, que a su vez se complica en las figuraciones ficcionales que atraviesan la narración novelesca. El curso se propone una aproximación a la novela de José Eustasio Rivera con el objetivo de reflexionar especulativamente acerca de la especificidad de los géneros literarios, que en La vorágine aparecen vinculados por fronteras móviles e inestables. El curso apunta a promover una lectura crítica del texto centrada en la exigencia de revisar las cuestiones teóricas relacionadas con la caracterización de los géneros literarios. La idea básica consiste en alentar la intervención de los participantes en torno de aquellas relaciones entre teórica y crítica que permitan una adecuada aproximación al objeto de estudio del curso.
Bibliografía sumaria:
Ferro, Roberto. Da literatura e dos restos, Florianópolis, UFSC, 2010.
Garrido Gallardo, Miguel (ed.). Teoría de los géneros literarios, Arco, Madrid, 1988.
Schaeffer, Jean-Marie. ¿Qué es un género literario?, Madrid, Akal, 2006.
Obs.: Hay numerosas ediciones de La vorágine. Se sugiere a los participantes del curso traer su ejemplar al encuentro.
(Minicurso G)
Ferro, Roberto. Da literatura e dos restos, Florianópolis, UFSC, 2010.
Garrido Gallardo, Miguel (ed.). Teoría de los géneros literarios, Arco, Madrid, 1988.
Schaeffer, Jean-Marie. ¿Qué es un género literario?, Madrid, Akal, 2006.
Obs.: Hay numerosas ediciones de La vorágine. Se sugiere a los participantes del curso traer su ejemplar al encuentro.
(Minicurso G)
Minicurso: Fractais do ser na lírica de Astrid Cabral
Profa. Ms. Nicia Petreceli Zucolo
(Universidade Federal do Amazonas)
Ementa: Astrid Cabral é amazonense, integrante do Clube da Madrugada por “confissão artística”, radicada no Rio de Janeiro. Sua vasta obra lírica abarca, além de diversos livros de poemas, um livro de contos cujo lirismo se evola de uma prosa surpreendente, revelando uma sensível percepção da natureza, antes monopolizada pelo olhar masculino. A proposta deste minicurso é identificar em que medida o ser – figurado na obra da autora – é a representação fractal do universo percebido cosmogonicamente pelo eu-lírico, sempre a pôr em questão o agora, o aqui, o devir, o eu. Entendendo fractais como a multiplicação da autossemelhança de um todo reproduzido ao infinito numa parte, pretende-se refletir sobre o dobramento do ser captado pela lente do demiurgo feminino, em seu prosaico quotidiano banalizado pelo senso comum, porém capaz de reproduzir em si o cosmos. A ênfase na autoria feminina é determinante numa abordagem de gênero a qual pretende avaliar as relações que se estabelecem nessa perspectiva fractal.
(Minicurso F)
Minicurso: Haikai: de Matsuo Bashou a Luiz Bacellar
Profa. Dra. Michele Brasil
(Universidade Federal do Rio de Janeiro/ Universidade Federal do Amazonas)
Ementa: Os haikai (ou haiku), poemas líricos de origem japonesa formados de 17 sílabas (dentro do padrão três versos com cinco, sete e cinco sílabas, respectivamente), são uma demonstração da arte de dizer muito com poucas palavras. A sugestão, mais que a descrição, fazem deste verdadeiro exercício de síntese algo muito rico, apesar de aparentemente simples. Muitos foram os escritores no Ocidente atraídos pela singeleza dos haikai. No Brasil, onde temos até concursos literários de haikai, nomes como os de Afrânio Peixoto e Millôr Fernandes são sempre lembrados entre os haicaístas brasileiros. Na literatura amazonense, ao falarmos de haikai sempre nos lembramos de Luiz Bacellar, especialmente pelo seu livro Satori. Este minicurso propõe estudar os haikai a partir de suas origens, através de poemas de Matsuo Bashou (seu maior representante no Japão), observando os kigo (palavras que remetem às estações do ano) e seu apelo à natureza, dialogando com os poemas do escritor amazonense Luiz Bacellar.
(Minicurso E)
Minicurso: Memória intercultural no Relato de um certo oriente
Prof. Dr. Maged El Gebaly (Universidade Ain Shams – Egito)
Ementa: O minicurso será dividido em duas partes:
1. Embasamento Teórico: Discutiremos a memória como local da “narrativa da identidade” (Paul Ricoeur, 1984) e sua relação com o narrador testemunha –sobrevivente (Walter Benjamin, 1936). Também analisaremos a relação entre a “memória autobiográfica” (Alan Braddeley, 2011), que se aproxima da realidade fatual, e a narrativa da “memória ficcional”, uma forma artística subjetiva que procura trazer para a consciência a realidade psíquica de uma “memória inconsciente”, local de contato entre as identidades e as diferenças (Márcio Seligmann-Silva, 2005). Na situação da narrativa da imigração, a “memória cultural” (Joel Candau, 2011) – diferentemente da “memória histórica” (Jaques Le Goff, 1992) – surge como um modo pós-colonial de intersubjetividade que supera a retórica holística das narrativas totalitárias do nacionalismo, do colonialismo e do orientalismo. Mas, sendo a memória o local das identidades e das diferenças, ela passa a existir a partir do contato com outras culturas, o que quer dizer que a memória não é cultural, mas intercultural (Anthony Pym, 1998).
2. Oficina Literária: No Relato de um certo oriente (Milton Hatoum, 1989), essa memória intercultural se configura por meio da “polifonia” da ficção (Mikhail Bakhtin, 1929; Marília Amorim, 2004), da “memória involuntária” proustiana, de experiências pessoais com objetos sensoriais (fotos, cadernos, cartas, cheiros marcantes), da evocação de imagens do passado e do presente misturadas e suas lembranças entre a realidade fatual e a ficção (Johan Lehrer, 2007). No Relato, a memória intercultural não se constrói de modo cronológico e linear, mas associativo por meio de “monólogos dialogantes” entre o mundo da casa (família e comunidade) e o mundo da rua (a sociedade) (Denis Leandro Francisco, 2007).
1. Embasamento Teórico: Discutiremos a memória como local da “narrativa da identidade” (Paul Ricoeur, 1984) e sua relação com o narrador testemunha –sobrevivente (Walter Benjamin, 1936). Também analisaremos a relação entre a “memória autobiográfica” (Alan Braddeley, 2011), que se aproxima da realidade fatual, e a narrativa da “memória ficcional”, uma forma artística subjetiva que procura trazer para a consciência a realidade psíquica de uma “memória inconsciente”, local de contato entre as identidades e as diferenças (Márcio Seligmann-Silva, 2005). Na situação da narrativa da imigração, a “memória cultural” (Joel Candau, 2011) – diferentemente da “memória histórica” (Jaques Le Goff, 1992) – surge como um modo pós-colonial de intersubjetividade que supera a retórica holística das narrativas totalitárias do nacionalismo, do colonialismo e do orientalismo. Mas, sendo a memória o local das identidades e das diferenças, ela passa a existir a partir do contato com outras culturas, o que quer dizer que a memória não é cultural, mas intercultural (Anthony Pym, 1998).
2. Oficina Literária: No Relato de um certo oriente (Milton Hatoum, 1989), essa memória intercultural se configura por meio da “polifonia” da ficção (Mikhail Bakhtin, 1929; Marília Amorim, 2004), da “memória involuntária” proustiana, de experiências pessoais com objetos sensoriais (fotos, cadernos, cartas, cheiros marcantes), da evocação de imagens do passado e do presente misturadas e suas lembranças entre a realidade fatual e a ficção (Johan Lehrer, 2007). No Relato, a memória intercultural não se constrói de modo cronológico e linear, mas associativo por meio de “monólogos dialogantes” entre o mundo da casa (família e comunidade) e o mundo da rua (a sociedade) (Denis Leandro Francisco, 2007).
(Minicurso D)
Minicurso: Memória e oralidade na Amazônia
Profa. Dra. Josebel Fares (Universidade do Estado do Pará)
Ementa: Este minicurso divide-se em duas partes. A
primeira pretende questões ligadas à memória, a partir de autores e de temas
considerados fundamentais; temas como memória mítica, tradição e esquecimento,
memória individual e coletiva. A segunda parte propõe uma leitura prática de
algumas experiências de pesquisa na Amazônia envolvendo as poéticas da
oralidade, a partir de construções narrativas de
repertórios míticos, testemunhos, história de vida.
(minicurso B)
Minicurso: Acre "rur-bano" no século XX: poderes, imaginários e discursos.
Profa. Dra. Luciana Marino do Nascimento,
Prof. Dr. Francisco Bento da Silva
Profa. Ms. Ana Carla Clementino (Universidade Federal do Acre).
Ementa: Apresentar e desenvolver junto aos participantes do minicurso reflexões acerca dos processos sociais relacionados à produção e transformação do espaço urbano na Amazônia acreana, bem como dos múltiplos aportes teóricos que possibilitam a construção da cidade como objeto da história. Discutir e debater questões relacionadas aos discursos e imaginários constituídos ao longo dos tempos com suas transformações e permanências, usos e desusos ao longo do século XX.
(minicurso C)
(minicurso C)
Minicurso: Registro e análise de narrativas Orais: problemas e método.
Prof. Dr. Devair Antônio Fiorotti
Universidade Estadual de Roraima
PPGL - Universidade Federal de Roraima
Ementa: Partindo da experiência do projeto “Narrativa Oral Indígena: Registro e análise nas Terras Indígenas São Marcos e Raposa Serra do Sol”, em funcionamento desde 2008, este minicurso expõe como foram realizados os registros das narrativas orais nesse projeto. Ainda apresenta e analisa as principais dificuldades encontradas no processo de coleta e trabalho com as narrativas. Todo processo de registro ancorou-se na metodologia oriunda da História Oral, sendo que as análises posteriores sustentam-se numa perspectiva interdisciplinar. A dimensão metodológica da História Oral tem permitido, além do registro, o trabalho com os dados, que resumidamente pode ser assim apresentado: transcrição, conferência de fidelidade, copidesque e posterior disponibilização para consulta. Considerando que o questionário de entrevista foi estruturado de forma a minimamente dar conta tanto de aspectos sócio-históricos quanto mitológicos e lendários, a análise das narrativas tem se apresentado como um problema à parte, já que as informações presentes dizem respeito a várias áreas do conhecimento, tais como a Antropologia, Sociologia, História, Teoria da Literatura, Linguística. Por enquanto, o foco da análise tem recaído em questões de identidade indígena e aspectos mitológicos e lendários.
(minicurso A)
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